Segunda-feira, Maio 31, 2004
1. A banda ESTOQUE agradece: o Eduardo do Ataque Letal, pela carona; o Rafael (coordenador) por ter arrumado o som; as bandas, Cépticos, Repúdyo e Ataque Letal; e ao pessoal que compareceu ao show no Taberna Jethro Song, apesar do frio desgraçado que fez, o pessoal compareceu. Valeu!
2. O Frederico pede desculpa pelo mau-humor no GIG. Foi por causa do frio.
3. Atenção!!!
Estão disponíveis as CAMISETAS da banda! Passe na Boca Maldita e reserve a sua com os caras! Você também pode ver como são feitas as camisetas e como funciona a serigrafia na seção IMAGENS - SERIGRAFIA.
Frederico (Curitiba - PR) - frederico@mandic.com.br
Sexta-feira, Maio 28, 2004
1. Dúvidas e reclamações entre em contato com a OUVIDORIA.
2.CAMPANHA DE DEMOCRATIZAÇÃO DO DRT
O Movimento pela Democratização do DRT exige:
- Direito ao DRT já para todos que fazem TEATRO, CINEMA E VÍDEO no país!
- Fim dos Testes promovidos por sindicatos para expedir a autorização para o DRT!
- Fim da obrigatoriedade de cursos regulares para se conseguir o DRT!
- Fim do monopólio dos Sindicatos, que hoje são os únicos que podem expedir autorizações para DRT.
- Nossa proposta: A própria Delegacia Regional do Trabalho expedirá o registro mediante ofício do interessado.
Essa estrutura viciada:
- só beneficia o corporativismo de sindicatos e escolas de arte, e prejudica os artistas e a Arte.
- Cria o preconceito contra quem não tem o registro e dificulta seu acesso ao mercado de trabalho
- Perpetua as velhas cartilhas v omitadas em cursos pelo país afora em detrimento de novos estilos e novas formas de fazer Arte.
Mande por e-mail, ponha em seu site, blog, mande para a Mídia da sua cidade, pressione os políticos da sua cidade/Estado, e vamos acabar com esse Monopólio!
3. Até o show de sábado, lá no Taberna Jethro Song. É pra apavorar!!!
Frederico (Curitiba - PR) - frederico@mandic.com.br
Domingo, Maio 23, 2004
1. A nova aparência do site ficou escabrosa, mas é de propósito! Tem até um GIF tosco.
2. Dei um atualizada no IMAGENS. E no TEXTOS.
3. Lembrando do GIG de sábado (29/05/2004) no Taberna Jethro Song. Compareça e escandalize. É pra apavorar! E você ainda corre o risco de ser fotografado e fazer parte do site. Então passe na Rua XV e pegue o seu ingresso antecipado por 2 mangos (no dia a casa irá cobrar + 2 reais de consumo = 4 reais)
Frederico (Curitiba - PR) - frederico@mandic.com.br
Sexta-feira, Maio 21, 2004
1. A galeria de IMAGENS está no ar, com fotos de GIGs e cartazes.
2. Aí vai uma dica pra quem quer usar banda larga da Brasil Telecom, sem pagar BR Turbo.
Frederico (Curitiba - PR) - frederico@mandic.com.br
Segunda-feira, Maio 17, 2004
1. Próximo show.
REBELDES COM CAUSA
Show com as bandas:
ATAQUE LETAL
CÉPTICOS
ESTOQUE
REPÚDYO
SÁBADO - 22:00 - 29/05/2004
NO TABERNA JETHRO SONG
RUA LEONOR CASTELLANO, 264
INGRESSOS ANTECIPADOS COM AS BANDAS POR 2 REAIS
A CASA IRÁ COBRAR + 2 REAIS DE CONSUMAÇÃO = 4 REAIS.
Então moçada, passem na Rua XV , troquem uma idéia com os caras e já reservem o seu ingresso.
2. Essa é boa, FOTOS da banda no site www.curitiba.org.
Damos toda a liberdade pra qualquer pessoa tirar fotos da banda e publicá-las aonde quiser. Se for pedir muito, botem o nome da banda e o endereço do site.
3. Por hoje é só. Ainda estamos nos recuperando da porrada que levamos no sábado.
Frederico (Curitiba - PR) - frederico@mandic.com.br
Domingo, Maio 16, 2004
1. A banda ESTOQUE pede desculpa pelo o cancelamento unilateral feito ao evento “1º Odisséia Contemporânea”, que ocorreria no sábado dia 15/05/2004, na Escola Estadual Ermelino de Leão. Os motivos alegados para o cancelamento do evento são vários e de certo modo até compreensivos.
Ficou acertado com a Direção da escola uma nova data ainda a ser marcada. A única solução tida para o problema do cancelamento, foi a transferência de local, o que se efetivou, pois o show ocorreu no Gringo Snooker Bar, também conhecido como Nelsinho Snooker, Videokê e Bar).
2. O idealizador do evento, o Senhor. Frederico M. Neto, que é quem a vós escreve, pede desculpas publicamente as seguintes pessoas:
a) Aos alunos da Escola Estadual Ermelino de Leão.
b) As bandas que foram convidadas para participar do evento.
c) As bandas Morte Asceta (Mário, Chico, Leonardo, Daniel, Marcelo) e Estoque (Inor, Fabrício, André, Rafael), que conseguiram tocaram no Bar do Nelsinho.
d) Ao Senhor Nelsinho pela a compreensão, pela a cooperação e pela ajuda que prestou em ultima hora. E também pelo o convite feito as bandas pra se apresentarem em futuras datas a serem marcadas.
e) Aos Senhores(as) Rafael, Jaque, Derci e Marco.
3. Após a confirmação da nova data para o evento a ser marcada, informaremos. Eu Frederico declaro que estou em mora com os membros das bandas Morte Asceta e Estoque. O esforço realizado será compensado, fica o compromisso. E a desculpa por eventuais transtornos.
Frederico (Curitiba - PR) - frederico@mandic.com.br
Sexta-feira, Maio 14, 2004
1. Pela a reação que os alunos tiveram hoje, durante a panfletagem do SHOW, deu pra perceber o agito que vai ser amanhã. Já estou a imaginar como será a FESTA. Ao contrário do que muitos pensam, a banda ESTOQUE vai fazer uma apresentação de MPB e Bossa Nova, é isso mesmo que estar a pensar! Os hereges dos hereges tocando bossa nova numa escola, é o início da Odisséia Contemporânea!
2. Adicionado novas galerias e um linx massa do cara mais metal do mundo!!!
3. Um bando de crianças perdidas numa ilha deserta cantam: - Corte a cabeça, arranque as tripas, chupe o sangue!
Frederico (Curitiba - PR) - frederico@mandic.com.br
Quarta-feira, Maio 12, 2004
1. Lembrando do show de sábado.
2. Galeria de IMAGENS inaugurada, aproveitem.
3. E como diria o mestre Millor Fernandes: " - Ele me falou das irmãs Pagãs, fotos supimpas, Fada Santoro, Aurora Miranda, sabonete Araxá, Araci Cortes, Silveira Sampaio, Quarteto em Cy, Bando da Lua, Quintandinha Serenaders e por aí vai. Alguns nomes eu lembrava, a maioria não, ou nunca soube deles. Preciso urgentemente me atualizar em passado."
Frederico (Curitiba - PR) - frederico@mandic.com.br
Segunda-feira, Maio 10, 2004
POST 017
1. Errata: Esqueci de agradecer o Eduardo do Ataque Letal pela a carona, valeu aí!
2. Pra avariar (de avaria), as fotos tiradas com a maquina da Jaque não saíram, pra avariar ainda mais, alem de estragar a maquina oficial, consegui estragar as fotos tiradas com a maquina da Jaque. Puta que pariu!
3. Comentários arrumados. Sobre as atualizações: - Prometo que nunca mais prometerei.
4. Segue a ultima parte da comovente e pedagógica entrevista:
Fita 03 - Lado A:
Frederico: Falem da primeira vez que vocês viajaram com a cooperativa.
Inor: Primeira vez?
Fabrício: Primeira vez fui eu com a Marga.
Inor: A primeira vez que a gente foi com a cooperativa, foi lá no show do Ratos. (Show no Píer HD, 06/05/2000).
Fabrício: Mas antes eu já tinha ido viajar por aí.
Frederico: Calma, calma... a primeira vez que expôs em show.
Fabrício: Eu fui pra Florianópolis com a Marga no carnaval, no começo de 2000...
Inor: A primeira vez foi lá do Fábio...
Fabrício: Não, foi antes, eu nem conhecia o Fábio, morava no Tanguá, eu fui com a Marga pra Florianópolis com um monte de camiseta, não se lembra?
Inor: Aquela vez das camisetas, morávamos no Tanguá...
Fabrício: Foi o primeiro role, que eu dei de carona com a Marga.
Frederico: A primeira vez que vocês foram expor em show, foi no do Ratos?
Fabrício: Em show sim.
Frederico: E depois a primeira vez que viajaram? Venderam?
Fabrício: Cinco peitas.
Frederico: Eu me lembro que vocês vendiam camisetas na rua, estendiam elas no chão...
Inor: Lá na praça Osório.
Fabrício: Bah!
Inor: Foram quarenta metros de linho, trampava pra caralho!
Frederico: Vocês conseguiam pagar o aluguel. Quanto é que era?
Inor: Claro, naquela época o real ainda tinha algum valor!(Risos)
Frederico: Como é que foi a primeira vez em São Paulo?
Inor: Foi no SP.Punk.
Fabrício: Fui eu e a Marga, mas a gente tinha exposto na galeria antes... primeira vez que a gente foi vender material em São Paulo? Foi na Galeria do Rock.
(...)
Fabrício: O André falou que a gente morou uns quatro meses no Pilarzinho, mas moramos um mês e meio. Depois virou o caos.
(...)
Fabrício: Eu e a Marga íamos pra São Paulo, fomos no SP.Punk, o Inor ía pra Camburiú.
Inor: Não, eu ia pra Blumenau, cheguei a ir até na October.
(...)
Fabrício: (em São Paulo) O pessoal já conhecia adesivo, path e esse tipo de material, mas eles não conheciam adesivos que a gente tinha feito, que era colorido, de protesto, feito em serigrafia, eles só tinham coisas de banda. E a gente sobrevivia daquele material, tínhamos uma cooperativa.
André: E não é vinculado a nenhum grupo específico.
Inor: Eles (público do festival) se identificam com os adesivos de protesto.
(...)
Frederico: Quanto tempo ficaram vendendo?
Fabrício: Um dia, desde manhã cedo até de noite.
Fita 3 - LADO B
Frederico: Vocês venderam tudo de uma vez?
Fabrício: Tudo (adesivos). Acabou a ultima banda, vendemos o último path.
Frederico: E na segunda vez que vocês foram ao SP. Punk?
Inor: Foi todo mundo.
Frederico: Foi no final do ano?
Fabrício: Foi na época que a gente tava no AP.
Inor: Fomos entrouxados de material, foi uma loucura.
Risos.
Fabrício: Esse show foi massa, foi num viaduto.
Frederico: Num viaduto?
Fabrício: É, foi debaixo dum viaduto, e no viaduto eles fecharam embaixo e construíram, era no negocio da torcida do Corinthians. E ali era o SP.Punk, com aquele viaduto em cima.
Frederico: Que massa!
Fabrício: Foi lá, depois que a gente fez a grana, fomos pra um hotel...
Frederico: O que?! Vocês dormiram em um hotel?
Fabrício: Claro! Um adianto, eu e a Marga foi 20, o hotel era da hora, chuveiro quente, café da manhã. Acordamos e já era quase meio-dia, tomamos banho e fomos embora.
Inor: Daí fomo lá pra galeria e comemos um prato cheio de almoço.
Fabrício: Da hora!
André: Eu encontrei lá um lanchonete limpinha com uma placa, visite a nossa cozinha.
Frederico: Orra!
Fabrício: Lá no Anhangabaú, no centrão.
Frederico: E era chinês?
Fabrício: Chinês mas abrasilerado.
Risos.
Sobre os shows:
Frederico: Tocou de tudo lá no show?
Fabrício: Tinha dois palcos, um era para as bandas mais conhecidas, o outro era para as bandas novas.
Tocou de tudo, Cólera, Sick Terror, Agrotóxico e tal.
Frederico: E o público?
Fabrício: Tinha de tudo, o pessoal do Squatt de Atibaia, o Juliano, os caras de Guaianazes, tava todo mundo lá. Tinha um monte de gente expondo material, tinha um cara expondo uns quadros violentos.
Frederico: Era bem feito os quadros?
Fabrício: O cara tinha técnica, era uma total carniceria!
(...)
Frederico: Os caras acharam que vocês eram punks?
André: Achavam que a gente era anarquista mesmo, nós não têm visual de punk, nem de anarco-punk.
Inor: Ninguém falava nada, e a gente falava: - Um adesivo é um real e três por dois.
Risos.
Frederico: E aí, acabou o ano e...
Fabrício: Eu e a Marga fomos pra Bertioga, o André e o Inor, foram pro Fórum Social (começo de 2002).
André: Não, eu e o Inor fomos primeiro pra Balneário Camburiú, aí eu voltei pra cá, pra fazer a Oficina da Música, depois é que fomos pro Fórum Social.
(...)
Frederico: Como que foi esse convite do Fórum?
Inor: Não foi convite, a gente ficou sabendo e foi.
Frederico: E como é que vocês ficaram sabendo?
Fabrício: O Hindu já sabia e falou pra gente.
Frederico: Em Camburiú, como é que era?
André: A gente ia expor num calçadão depois das 11:00 da noite. Mas era aquela história, um estendia o pano e ficava cuidando, e o outro ficava na frente impregnando. Já chega daquele jeito, mostrando o adesivo “FUCK USA”, o adesivo das bruxas e pá. Já era! Aí o China já vem falando um monte também, e aparece o Jacaré e a Mari do lado da banca, fazia aquela roda...
Fabrício: ...de exóticos.
Risos.
Fabrício: Jacaré, Mari, China, Marcelo, André e Inor.
Inor: Assim com os punks, quando vocês expõem o material é um...
Frederico: É se roubarem? E aí?
Risos.
Inor: Olha a cultura do cara...
Risos.
Frederico: Foi só pra provocar. É... tem que ter muita coragem pra vender na rua.
Inor: Já expus ali no Largo da Ordem, domingo na feirinha, sozinho.
(...)
Frederico: E aonde é que foi o segundo SP.Punk?
Inor: Foi numa quadra da torcida Pavilhão 9, eu me lembro que eu fui, aí eu cheguei lá meio atrasado e já estava armada à parada, aí eu tive que expor no chão, mas como Bakunin é forte, de repente começou cair um pé d’água, um temporal e acabou com o material da galera.
Frederico: Como acabou com o material?
Inor: Pela água...
Frederico: O pessoal estava expondo fora?
Inor: Porque era mais fácil de expor fora da parte que rolava show (parte descoberta)...
(...)
Inor: Aí do nada começou a cair aquele pé d’água e eu consegui recolher o meu material, molhou tudo até a parte do show, os equipamentos e tal. Vinha os punks, todos molhados e se jogavam de barriga na quadra, fazendo peixinho, daí foi todo mundo pra dentro do barracão, tudo alagado, aí tinha uma mesa que ninguém estava ocupando, eu peguei a minha mochila, tirei o pano, abri ali e fechou. E ainda os caras das outras bancas, vinha ali na banca, comprava o material e revendiam.
Frederico: Não acredito!
Fim da Fita.
Frederico (Curitiba - PR) - frederico@mandic.com.br
Domingo, Maio 09, 2004
1. A banda ESTOQUE agradece ao pessoal que compareceu no show de ontem, as bandas que tocaram, ao pessoal que organizou, ao bar. E especialmente a Jaque, que salvou o dia, cuidando da banca e na ultima hora emprestando a maquina fotográfica! Valeu mesmo!
2. Antes de terminar esse POST, eu também agradeço pessoalmente a Jaque, por ter dado essa força, pois a maquina fotográfica que sempre uso deu pau! E ainda por cima ela é emprestada! Só deu pra tirar umas 7 fotos, 3 da primeira banda (Agressão Sonora) e 4 do bar (pelo menos as fotos ficaram boa).
3. Aliais a banda Agressão Sonora me lembrou 3 garotos de Blumenau, que se apresentaram num certo encontro undergound, que rolou na cidade em 98.
4. Lembrando o próximo show, dia 15/05/2004.
5. A SEGUNDA PARTE DA ENTREVISTA:
Fita 02 - Lado A:
Inor: O Fabrício vinha direto pra Blumenau, cheguei até a comprar adesivos dele. Ele foi lá em casa me procurar e acabou não me encontrando. Aí no outro dia(domingo) eu fui lá na casa dele. (...) Eu sentado na mesa conversando com a mãe dele, ela tremendo com a xícara na mão. (imitando a mãe do Fabrício).
Fabrício: Quando?
Inor: Não se lembra?
Frederico: Por que? A mãe dele ficou emocionada? (sarcástico)
Inor: Um demora! Não, porque a primeira vez que eu fui na casa do Fabrício, eu tava no quarto dele escutando um som, aí passa a avó dele no corredor, ele para e pá. Vê aquele negão (Inor imitando), me deu vontade de me jogar pela janela.
Fabrício: Até parece!
Inor: É que tu não tava no quarto naquela hora.
André: Não, que o Fabrício é gay com o André até que vai, ele é pequenininho, mas com um negão desse aí é foda! (debochando).
Risos.
Frederico: Agora pegou pesado.
Fabrício: To até imaginando...
Inor: E eu ainda tava de visual.
Risos.
ROTINA:
André: Cada ocupação tinha uma rotina diferente, por exemplo: No Pilarzinho imprimia-se bastante, mas não se telava, as telas já estavam prontas. Enquanto as ocupações iam ficando estáveis, se imprimia novas telas, arranjava-se novas artes.
Fabrício: O mais difícil é queimar as telas, pois precisa de água e luz.
André: Depois do Payol, até São Genuário, ficamos sem fazer novas telas, mas sempre imprimíamos, depois do Payol, até esse momento, São Genuário era o melhor lugar. No Payol tinha um quarto só para isso.
(...)
Fabrício: O adesivo tem que ter uma mensagem direta.
(...)
Chegada do INOR
Inor: Eu mandei uma carta dizendo que vinha, mas acabei chegando antes da carta, fiquei esperando na rodoviária, mas ninguém veio e no mapa as informações não batiam. Por sorte fui pedir informação e encontrei um cara do interior, eu mostrei o mapa e ele me levou até a porta da casa(São Genuário). Esse cara estava esperando a mãe dele e por acaso eles moravam ali perto, ele viu o mapa e descobriu que o viaduto do mapa, era o viaduto do Capanema.
(...)
Inor: Os primeiros três meses foram foda! Até se acostumar, foi duro ir manguear na XV e aquela galera passando.
Fim da fita.
Frederico (Curitiba - PR) - frederico@mandic.com.br
Terça-feira, Maio 04, 2004
Frederico (Curitiba - PR) - frederico@mandic.com.br
Sábado, Maio 01, 2004
O texto foi resumido e acrescentado comentários, pode parecer brincadeira, mas todos estavam sóbrios:
Fita 01 - Lado A (27/07/2003. Domingo de tarde, dia seguinte após a primeira apresentação da banda, ainda com o nome Boca Maldita, no Festival Punk Rock e Revolta):
Frederico: Então o André voltou pra Itajubá...
André: Eu voltei pra Itajubá?
Frederico: Na metade de 98, vocês tinham recebido o convite pra tocar aqui...
André: Isso! Aí a gente veio tocar.
Frederico: Onde é que tem uma cadeira? Uma cadeira?
--- Barulho. ---
Fabrício: no meu quarto.
André: Pega lá, Fabrício.
Frederico: Não, não, eu vou lá pegar.
Fabrício: Pode deixar que eu pego. (indo pro quarto)
André: Pra fazer um acompanhamento, tem que pensar na melodia de cara? (não mudou nem um pouco o assunto)
--- Barulho. ---
Frederico: é tem que tentar encaixar o baixo agora.
André: Pensar num baixo... (conclusivo).
Frederico: Se botar um baixo, vai ficar bem pesado. (entusiasmado)
--- Fabrício chegou. ---
Frederico: Aquela parte...
Fabrício: Qual? Aquela lá, tcham-ram-raram, tcham-ram-raram, taranranran...
Frederico: Não... aquela do começo, tcham-ram-ram-ram...
Fabrício: A do começo?
Frederico: O baixo vai ficar no sisão.
Fabrício: Mais é, mais é. Vai ficar gravizona, não vai dá pra ouvir.
Rafael: Então como é que eu vou tocar?
Fabrício: É que o sisão não aparece muito. Ele aparece um pouco menos, se acostuma.
André: Eu fiquei um mês em Itajubá e a gente veio tocar pra cá...(falando bem alto) Pêra ai...
Fabrício: A gente tocou e depois tu foi pra Itajubá. Tu não morou muito tempo lá.
André: A gente tocou e eu fui pra Itajubá, fiquei um mês, depois fui morar no Payol (Squatt).
Fabrício: Um mês e meio, mais ou menos.
Frederico: Como é que é?! Vocês já chegaram aqui pra morar?
Fabrício: No Payol.
André: A gente já tinha falado com o China.
Fabrício: A gente vinha pra cá, de vez em quando.
Frederico. Eu sei... (sabe porra nenhuma)
Fabrício: Aí rolou o show (encontro underground que rolou em maio de 1998 no Curupira Rock Club, em Guaramirim - SC) e a gente falou que tem a banda lá...
Frederico: Então vocês nem ensaiaram e já vieram tocar.
Fabrício: Claro que ensaiamos! Tava uma cara ensaiando.
Frederico: Mas vocês ficaram um mês sem ensaiar?
André: Em Blumenau ficava só ensaiando. A gente ficou um mês só, sem ensaiar.
Fabrício: Não a gente tocou e depois tu foi embora. A gente tocou normalmente, depois é que tu foi embora.
Frederico: Depois foi pra Itajubá?
André: A gente tocou primeiro, aí eu fui morar em Itajubá, depois de um mês e meio eu vim pra cá, e o Fabrício já tava aqui há dez dias.
Frederico: Vocês combinaram virem juntos?
Fabrício: Eu já falei que vinha, mas ele falou que vinha também, aí eu peguei e vim. Eu pensei que ele não ia vim.
André: Eu pensei que não ele ia vim? (debochando)
Fabrício: Em Blumenau sem chances, qualquer lugar é melhor que lá.
André: Pô lá era foda, eu tinha que trabalhar no serviço pesado, era embaçado. - Eu vou me embora.
(...)
Frederico: Quando você veio, já sabia que o Fabrício estava aqui?
André: Não... É... Já sabia porque o Fabrício disse que ia vim.
Fabrício: Não...
André: Sabia sim...
Fabrício: Não sabia, porque quando eu vim pro Payol, o China foi pra Armação, aí ele te encontrou lá e disse que eu estava morando no Payol. Aí o André veio, e falou que o China disse isso pra mim e papapá...
André: Ah... é...
Fabrício: Se lembra?
André: Hum...
(...)
Frederico: Por que o Inor não veio junto com vocês?
Fabrício: Porque ele não tinha certeza se era isso que ele queria e tal. A gente sabia que queria ir pra Curitiba.
Frederico: Ele estava empregado ou desempregado?
Fabrício: Ele recém tinha saído do trampo, eu ainda estava trampando, aí quando eu disse pra ele que a gente conseguia ter uma renda melhor do que em Blumenau e com bastante tempo livre, ele se indignou né e veio embora.
(...)
Frederico: No começo o adesivo era xerox?
Fabrício: Mas durou menos de um mês.
Frederico: Mas como é que vocês iam se manter aqui?
André: Vendendo adesivo xerocado.
Frederico: Quanto é que vocês ganhavam?
André: No começo não sabíamos manguear.
Fabrício: Ganhávamos bem pouquinho, depois pegamos a manha.
Frederico: Então o fato de ser bem feito o adesivo ou se é xerox, não influi?
André: Influi um pouco, mas uma coisa que pesa é saber abordar as pessoas.
Fabrício: O Girino começou a vender adesivos coloridos e tal, feitos em serigrafia, mas parou. As pessoas não ficavam convencidas dos adesivos de xerox, a galera começou a fazer adesivos coloridos, aí as pessoas compravam e tal.
Frederico: Isso aí a gente vai falar depois, vamos falar da primeira vez que vocês vieram pra cá, do show lá.
Fabrício: Mas isso daí é da banda, né cara, não é da serigrafia.
(...)
Fabrício: A gente não fazia nada em Blumenau, trabalhava e final de semana ensaiava, jogava xadrez e tal. Ensaiava das 1 da tarde às 9 da noite.
Frederico: Vocês não tocavam em Blumenau?
Fabrício: Em Blumenau não, a gente não queria tocar.
André: A gente tinha um som muito primitivo no começo, achávamos que não era bom tocar,que era melhor esperar. Essa era a idéia! (convencido)
Frederico: Vocês vieram que dia pra tocar, numa sexta feira? Como é que foi que vocês saíram de lá?
André: A gente foi até a rodoviária, pegamos um ônibus e viemos.
--- Risos. ---
Fabrício: Viemos um dia antes do show (Encontro "Rompe La Norma" - 5,6,7/09/1998. véspera da re-eleição de FHC, esse GIG anarcopunk rolou no comitê do DR.Rosinha - PT, hoje em dia chega a ser duvidoso).
(...)
Inor: O ônibus ia sair 4 horas, ainda chegamos encima da hora, sorte que o ônibus tinha atrasado. Ninguém foi nos esperar, tivemos que ir a pé, carregando os instrumentos e perguntando aonde era a rua Visconde de Nacar. Quando chegamos no Squatt, ele estava lotado de gente. (Finalmente o Inor falou.)
(...)
Frederico: Conseguiram dormir? Não ficaram escutando barulho a noite inteira?
Inor: Dormi sentado na escada.
Fabrício: Tínhamos que dormir, tinha show outro dia.
(...)
Inor: Domingo foi aquela galera levando as paradas pro show, estava garoando. Aquela fila indiana.
(...)
Frederico: Como funcionava a cooperativa?
Fabrício: No começo da cooperativa, eu e o André era caixa comum.
FITA - 01 - Lado B:
Frederico: Alguém deu apoio pra cooperativa no começo?
Fabrício: O Max, Mamá e o Suicídio. Eles já mexiam com serigrafia.
André: Ficamos um bom tempo se ferrando, até apreender a telar e a manguear direito.
(...)
Frederico: Então ficaram seis meses no Payol, aí aprenderam a manguear de jeito...
André: É a gente aprendeu a manguear de jeito, ficamos uma cara vendendo adesivo impresso, até que o Payol foi desalojado...Frederico: Espera um pouco! Paremos no Payol.
André: Pô, mas a gente não estava falando da cooperativa?
(...)
Fabrício: Já tava rolando uma ocupação, quase 2 meses na antes, na Rua Vicente Machado, a galera saiu do Payol e foi pra essa ocupação, que eu o André e o Hindu, estavam organizando.
André: Ah... é.
Fabrício: ...depois que fomos desalojados do Payol, foi todo mundo pra lá, ficou semana e sujou. Metade foi pro MST e a outra foi pra uma ocupação no Pilarzinho (em 1999 rolava o acampamento do MST em frente ao Palácio do Iguaçu, gestão Lerner, foi um momento político bem conturbado, hoje em dia as coisas estão calmas até de mais!).
Frederico: Como é que foi o desalojo?
André: Foi daquele jeito, briga com a policia, o China quebrando as coisas, o Juliano dando show.
Frederico: O China chegou a quebrar os vidros?
André: STRESS! Né cara. Pó cara tu sabes que foi um trabalho pra arrumar o espaço lá.
(...)
André: Tá vamos continuar, parou aonde?... Porra! Desalojo é foda... Quando rolou o desalojo, os negocio de serigrafia foi tudo pro comitê do DR.Rosinha, o que sobrou foi pra essa casa amarela, aí alertou os vizinhos, deu um semana e veio a RONE e desalojou todo mundo!
Frederico: Aí, todo mundo foi pro acampamento do MST?
Fabrício: Não cara! Eu, o André, o China, a Mara, o Jacaré e o Guga. Nós seis fomos para o Pilarzinho. O resto foi pro MST.
André: Aí sujo lá no Pilarzinho, surgiu o maior rolo lá. Foi B.O. mesmo, mas a galera era massa pra ocupação. Era B.O. pra caralho! Era um sobrado que nem tinha terminado de ser construído, nem tinha sido usado ainda.
--- Risos. ---
André: Depois veio à polícia lá, diziam que a gente ia por fogo lá, os vizinhos incomodavam...
(...)
Frederico: Quanto tempo durou o Pilarzinho?
Fabrício: Quatro meses.
(...)
Fabrício: Na primeira semana de agosto a gente alugou a casa, São Genuário.
Frederico: Perto da rodoviária. E o Barba?
Fabrício: Em janeiro do outro ano fomos pro Tangua.
Frederico: Quem é que morava em São Genuário?
Fabrício: André, eu, o China, Guga e o Marcelo.
(...)
Fabrício: Pêra aí, depois que desalojou a Casa Amarela, no mesmo dia fomos pro Pilarzinho, quando mio a situação fomos pro MST, ficamos duas semanas aí a gente alugou essa casa (São Genuário).
Frederico: Como era no MST? Comiam bem?
Fabrício: Arroz, feijão e carne seca (charque), da hora!
Frederico: Tinha horário pra comer ou cardápio?
André: Comida sempre tinha, no MST é o seguinte: arroz, feijão, carne seca, pão e café. A hora que tu quiser comer pode ir.
Frederico: Pra dormir, vocês chegaram a fazer um barracão só pra vocês?
Fabrício: Não, todo mundo dormia junto. Eram camas de tabua de bambu, de dois andares (beliche). Muito massa.
André: Era tudo misturado.
Frederico: Os "Sem-Terra" conversavam com vocês?
André: Orra, os "Sem-Terra" curtia pra caralho, altos papos, os cara mangueavam rango nas padarias e os padres não gostavam, a galera ia dar um role, saim pra manguear nas padarias e eles não gostavam. O Juliano pegava o violão e cantava musica que falava mal de Deus, a gente ficava lá fazendo propaganda de bandeira de Squatt. E os padre: - a gente quer a bandeira do MST, não a do Squatt e não sei o que...
(...)
Frederico: Vocês foram pra São Genuário, o André, o Fabrício...
Fabrício: China, Guga e Marcelo.
André: Depois chegou o Hindu, com o desalojo do MST...
Frederico: Aí veio o Inor.
André: Oh Inor, vem falar aqui também!
(...)
Frederico: Vocês foram pro Tanquá no final de 99?
Inor: Não, foi no começo de 2000. Eu vim pra cá dia 13 de outubro de 1999.
Frederico: Então pêra aí, Tanguá foi começo de 2000.
Fabrício: Começo de 2000.
(...)
Fabrício: Aí fomos pro Tanguá, quando estava lá arrumei um trampo na Logo-Marca, ficamos mais um mês e pouco lá, depois nos mudamos pro Bairro Alto.
Frederico: Quanto tempo vocês ficaram no Tanguá?
Fabrício: Não sei, acho que foi uns 4 ou 3 meses.
Frederico: Não tinha um argentino que morava com vocês?
Fabrício: Tinha o Miguel (o Miguel estava dando um rolê no Brasil, o cara é gente fina, vejam só: rolou um problema e ele teve voltar pra Argentina, o cara pediu emprestado do Fabrício o livro do Reich, "Análise do Caráter", o Miguel disse que voltava, o Fabrício tinha quase certeza que tinha perdido o livro e num belo dia o cara aparece, veio pro Brasil só pra entregar o livro).
Frederico: Como é que ele foi parar lá?
André: ... ele foi parar lá?
Inor: Ele já tava lá.
Frederico: Morando lá? Ah é, ele era amigo do cara lá.
André: O Barba já tinha alugado e alugou a casa pra mais um. Quando a gente chegou lá, já tinha um louco morando lá. O Barba é meio esperto. É que ele queria cobrar o aluguel de novo, ta ligado.
Frederico: Vocês saíram do Tanguá e depois foram pro Bairro Alto?
André: É.
Fabrício: Aí ficamos dois meses e meio no Bairro Alto, eu tinha arranjado trabalho na Logo-Marca. Foi todo mundo morar lá, porque o Goes falou que ia arranjar uns trampos pra fazer na casa, e que todo mundo ia ganhar dinheiro e pá. Aí beleza né, mas não rolou, ficamos um ano morando lá, até semana de 7 de setembro. Foi quando eu e a Marga demos um role até o Mato Grosso Do Sul, ficamos duas semanas viajando e voltamos. E quando a gente voltou, saímos da casa e ficamos morando no AP... (--- obs: foi muito engraçado o meio pelo qual o Fabrício conseguiu esse emprego; num belo dia de trabalho na Rua XV, parou um cara e entrega um cartão pro Fabrício com o endereço dessa empresa e diz pra ele, que precisam de alguém pra trabalhar lá; o senhor Goes, dona da empresa, até que era bonzinho, pois deixava os empregados fazerem seu horário e ensinava todos as manhas da empresa e do ofício, o que levou a falência, pois o pessal saía da firma e montava outra concorrente; foi nessa época que os trabalhos de serigrafia evolui em termos técnicos; além de conhecerem o Jairo, que virou amigão da galera).
(...)
Sobre o Squatt Salém (o retorno a vida de ocupação).
André: Um mês e meio antes de sair do Bairro Alto eu já ia lá com o Mascara, eu me lembro que eu tomava banho de manhã e ia lá...
Fabrício: Eu to falando que quando a gente saiu do Bairro Alto pra morar definitivo, foi em setembro, porque eu vi, eu tenho foto com a Marga no desfile de 7 de setembro, em Campo Grande.
André: A gente saiu do Tanguá e começou a rolar uma ocupação Mercês...
Frederico: Saiu do Tanguá ou do Bairro Alto?
Fabrício: Do Bairro Alto.
Frederico: Vocês tocavam lá né, tinham um estúdio?
Fabrício: Orra! O estúdio lá era massa pra caramba, o melhor estúdio do que aqui, ensaiava altão, casa de madeira, tinha acústica!
(...)
Frederico: Quem foi que arranjou o Salém?
André: O Mascara.
Fabrício: O Mascará arranjou a Casa Amarela também.
André: Ele veio esses dias e ficou aqui.
Frederico: Ele era punk?
André: Não, o cara era de rua.
Fabrício: O cara era de rua, mas andava bem arrumado, tinha um conhecimento, ele lê.
Frederico: Esse era o cara que quando os PM vinham encher o saco, botava terno?
André: Não, esse era o Fábio.
Inor: Ele era representante do Água Verde, trabalhava com representação,
André: No Salém chegava altas pressão de vizinho, de polícia, e o cara deu a maior força, fazia altas correra, encarava a policia, falava pros cana: - não! aqui vocês não entram, por causa de não sei o que...
Inor: Primeiro começou a cair eu, tu (André) e o Mascara, depois veio o Hindu.
Fabrício: Aonde?
Inor: No Salém.
Fabrício: E eu?!
Inor: Calma...
Fim da fita.

